Editora: CEERT
Autor: CEERT
Publicado: 26/05/2026
O estudo evidencia que a maternidade segue sendo um dos principais fatores de aprofundamento das desigualdades de gênero e raça no mercado de trabalho brasileiro. Mulheres negras, especialmente mães, enfrentam maiores taxas de desemprego, informalidade e baixos rendimentos, além de concentrarem a sobrecarga do trabalho doméstico e de cuidado. Os dados revelam que, mesmo com avanços educacionais e aumento da participação feminina no mercado de trabalho, a chegada da maternidade continua impactando de forma desproporcional as trajetórias profissionais das mulheres negras, limitando oportunidades de ascensão, permanência e proteção social.
A pesquisa também aponta que essas desigualdades não podem ser compreendidas apenas como questões individuais, mas como resultado de estruturas históricas de racismo, sexismo e desigualdade socioeconômica. A ausência de políticas públicas robustas de cuidado, a dificuldade de acesso à creches, a precarização do trabalho e a discriminação nos processos de contratação e promoção reforçam esse cenário. O estudo defende que enfrentar essas desigualdades exige políticas estruturantes, capazes de garantir proteção social, divisão mais justa do cuidado e ampliação de oportunidades para mães negras e periféricas.
Produzida no âmbito do projeto MUDE com Elas, a publicação reúne dados e análises que contribuem para ampliar o debate público e fortalecer iniciativas voltadas à promoção da equidade.
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