Mulheres pretas e pardas ocupam 18% das vagas nas câmaras de vereadores no AP

Autor: John Pacheco Data da postagem: 18:00 07/08/2018 Visualizacões: 687
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Mulheres ainda são minoria nos cargos políticos / Foto: José Cruz - Agência Brasil - Reprodução - G1

Presença feminina no Legislativo é de 31 das 166 cadeiras nos 16 municípios. Relatório da Confederação Nacional dos Municípios aponta cenário e cobra representatividade.

Com menos cadeiras em todos os setores políticos do país, a representação feminina é novamente intensificada com a proximidade de mais um processo eleitoral. Com a possibilidade da renovação de cadeiras na Câmara, Senado e no Executivo, o cenário ainda é desfavorável de acordo com estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que divulgou relatório com a presença das mulheres nas últimas eleições, para os legislativos municipais e prefeituras.

No caso do Amapá, a presença feminina nas câmaras de vereadores está em 31 vagas das 166 vagas espalhadas nos 16 municípios. Se consiederadas apenas as mulheres que se declararam pretas ou pardas, o quantitativo cai para 22, o que representa 18% do total. Entre as prefeituras, são três mulheres, sendo apenas uma que se declara negra.

Além do recorte proporcional, a CNM incluiu no estudo os aspectos étnicos e raciais das eleitas e traçou um perfil que apenas 3,29% das prefeituras são chefiadas por mulheres negras em todo o país. O relatório é em referência ao Dia da Mulher Negra, Latina e Caribenha, celebrado no dia 25 de julho.

Na Região Norte são 676 vereadoras eleitas em 2016, das quais 60,3% são pardas, 30,6% são brancas, 7,3% são pretas, 1,1% é amarela e 0,7% é indígena. No país inteiro, são apenas 21 mulheres nas Câmaras municipais de origem indígena. Nenhuma delas no Amapá.

“O histórico de participação de mulheres brasileiras na política, principalmente das negras, não é exemplar e está longe dos patamares mínimos de equidade. Por isso, temos não só o dever de apoiá-las, como também buscar caminhos para que elas ocupem os espaços de representação política”, defende o presidente da CNM, Glademir Aroldi.

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