Associação Brasileira de Agências de Viagens do Rio questiona se a atitude do prefeito está ligada à intolerância religiosa

Autor: Redação Carnavalesco Data da postagem: 17:00 19/06/2017 Visualizacões: 214
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Carro alegórico - Salgueiro 2017 / Reprodução: http://www.carnavalesco.com.br/noticia/salgueiro-e-beija-flor-saem-na-frente-no-domingo-do-grupo-especial/46380

A notícia de que o prefeito Marcelo Crivella planeja cortar à metade a verba concedida às escolas de samba do Grupo Especial, a partir do carnaval de 2018, deixou o setor de turismo em alerta. A presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens do Rio de Janeiro (ABAV-RJ), Cristina Fritsch, questiona se a atitude do prefeito está ligada à intolerância religiosa

– Como se não bastasse o prefeito não ter comparecido à entrega das chaves da cidade para o Rei Momo neste carnaval, um insulto para a toda população, já que é uma cerimônia tradicional e não se trata de gostar ou não de carnaval, agora decide cortar em 50% a verba destinada às escolas de samba, que são as grandes responsáveis pelo Carnaval. Fica a dúvida se a motivação é por convicções religiosas ou se ele desconhece a receita que este evento gera para a cidade – ressaltou Cristina Fritsch.

A dirigente acrescenta ainda que essa medida está gerando um enorme prejuízo para o turismo e para a Cidade, pois é neste período que as empresas programam as suas ações de incentivo e marketing para o carnaval seguinte.

– Com toda esta indefinição está tudo parado e as nossas agências não estão conseguindo fechar os seus grupos para o carnaval de 2018. Eventos de grande porte são fechados com grande antecedência – frisou a presidente da ABAV-RJ.

Segundo a Riotur, o carnaval deste ano gerou R$ 3 bilhões em receita para a cidade, um retorno imensamente superior aos R$ 55 milhões investidos pela Prefeitura, sem mencionar a geração de empregos e a arrecadação de impostos.

– Estamos falando de um festejo que impacta positivamente o turismo do País inteiro e que é imprescindível para o alcance de metas financeiras na economia pelo resto do ano. Só no Rio de Janeiro, o carnaval gera 250 mil novos postos de trabalho. Desprezar o carnaval é ir contra toda a cidade e seus cidadãos e isso afeta não só o Rio de Janeiro, mas o Brasil como um todo – enfatizou a presidente da ABAV-RJ.

Vale lembrar que a cadeia produtiva do carnaval envolve diferentes setores da economia como comidas e bebidas, turismo, varejo e mercado fonográfico, além de indústrias como audiovisual, música, editorial e gráfica, entretenimento, vidro, têxtil, madeira, plástico, dentre outras.

– O que ainda está faltando para enterrar de vez o turismo na nossa cidade? Durante as eleições o trade esteve com ele e o discurso era de que o turismo receberia apoio. A Prefeitura está jogando contra. Como pode um empresário de turismo ou um hoteleiro sobreviver no meio desse caos e com dirigentes totalmente desinformados da importância que o turismo tem para o Rio? – finalizou Cristina Fritsch.

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