Religiões africanas ficam de fora de centro ecumênico na Vila Olímpica

Autor: Tâmara Freire Data da postagem: 10:00 04/07/2016 Visualizacões: 323672
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Em agosto e setembro, o Rio de Janeiro vai receber mais de 10 mil atletas olímpicos e 4 mil paralímpicos provenientes de mais de 200 países, trazendo na bagagem também incontáveis maneiras de cultuar o sagrado.

O Comitê Organizador dos jogos diz que é impossível atender a todas, mas, pelo menos, um espaço ecumêmico está garantido para aqueles que contam com uma ajuda da fé para superar seus limites. 

O centro inter-religioso da Vila Olímpica será coordenado pelo padre Leandro Lenin, ligado à Arquidiocese do Rio de Janeiro.

As cinco religiões que terão espaço dentro do centro são o cristianismo, islamismo, judaísmo, hinduismo e budismo, com vinte e quatro capelões voluntários de diferente vertentes.

Apesar da justificativa demográfica na escolha, o babalawo Ivanir dos Santos, presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro, acredita que as religiões de matriz africana não deveriam ter ficado de fora. 

O centro vai funcionar das 7h às 22h,  promovendo cerimônicas conforme os rituais de cada religião em três idiomas: português,  espanhol e inglês.

O espaço terá ainda um ambiente de convivência e uma sala para aconselhamento particular aos atletas. 

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