Nota de Falecimento

Autor: Redação (CRP) Data da postagem: 12:00 17/08/2015 Visualizacões: 2021
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Informamos com pesar o falecimento no final da tarde do dia 13/08 do conselheiro Jonathas José Salathiel da Silva, psicólogo atuante na área de saúde pública e militante de movimentos populares que discutem sobre raça e etnia.

Sua trajetória de vida foi marcada pelo vigoroso enfrentamento à discriminação racial.

Jonathas trouxe para o Conselho Regional de Psicologia de São Paulo a complexa realidade das questões raciais, que são transversais a todas nossas ações políticas. De forma marcante, demonstrou sua seriedade e compromisso com a gestão do CRP SP em todas as suas dimensões.

Em sua incansável luta contra todas as formas de discriminação racial, ao fazer ecoar ações propositivas neste conselho, Jonathas nos fez reconhecer a centralidade da questão racial num projeto comprometido com uma sociedade melhor - porque mais igualitária - em que o combate ao racismo deve ocupar todas as pautas. Denunciou, por meio de suas ações, o modo como o Estado se torna o maior violador dos direitos humanos. 

Entre dezenas de ações, foi idealizador e criador do caderno temático nº 14 “Contra o genocídio da população negra: subsídios técnicos e teóricos para a Psicologia” além de encontros sob a mesma temática, e responsável pela implementação de oficinas internas de racismo institucional no CRP SP. 

O plenário do CRP SP presta homenagem ao grande amigo e conselheiro Jonathas e compartilha com a categoria a dor sentida pela perda. Lembraremos dele com seu sorriso doce, com sua simplicidade, com sua vontade de viver e de transformar o mundo. 

O velório de nosso querido Jonathas teve início às 9h e o sepultamento será às 14h desta sexta-feira (14/08), ambos no cemitério Chora Menino, situado à Av. Imirim, 302, em São Paulo.
Um viva ao nosso amigo lutador!


Poema de Natal

Vinicius de Moraes 
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte -
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.





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