Mês da Consciência Negra: Projeto SPreta discute amor, racismo e companheirismo

Autor: Redação Terra Data da postagem: 17:00 05/12/2018 Visualizacões: 444
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Mês da Consciência Negra: Projeto SPreta discute amor, racismo e companheirismo / Foto: Bruno Vargas - DINO - Reprodução - Terra

Para marcar o Mês da Consciência Negra - comemorado em novembro- Nathália Monteiro, idealizadora do projeto SPreta, foi entrevistada pelo AdoteUmCara. O projeto, criado em conjunto com o noivo, Will Oliveira, surgiu a partir do desejo de buscar mais informações sobre a ancestralidade negra do casal e também para construir uma identidade dentro da cidade onde vivem - São Paulo.

O Projeto SPreta é focado em distribuir informações sobre os lugares de construção, presença e pertencimento histórico negro na cidade de São Paulo. Por meio dele, o casal busca instigar a reflexão acerca dos desafios que as mulheres e homens negros enfrentam na sociedade brasileira, e também reafirmar que o amor é uma porta de acesso para construção da sua identidade e de suas raízes.

Nathália Monteiro contou para o AdoteUmCara como a sua trajetória voltou a ser reconstruída depois que eles se encontraram e como, em uma congruência de desejos, eles buscaram saber sobre suas histórias e, com essa inquietação, decidiram contar as memórias do lugar que habitam, com o intuito de mostrar novas narrativas - até então pouco conhecidas - sobre os marcos e construções da capital paulista.

"O projeto SPreta surgiu, a princípio de uma inquietação do meu noivo de não entender e de não conhecer a história aqui de São Paulo, mas voltado para o protagonismo negro. Por exemplo, se a gente vai pra Bahia, nós sabemos que a cultura afro reina lá. Se vamos para Minas Gerais, nós sabemos da história das Minas. No Rio também tem Gamboa, com um teor muito forte e afrocentrado. E São Paulo não tem nada. Então pensamos 'vamos pesquisar o que que tem de história e de historicidade com o protagonismo negro para levar para as pessoas' ... E assim começou o projeto".

Durante a conversa, Nathália também comentou sobre aquilo que a faz ter orgulho - como, por exemplo, ser a primeira filha de pais semianalfabetos com uma graduação -, fez reflexões acerca do significado do dia 20 de novembro e compartilhou casos de racismo que já sofreu. Para quem não sabe, São Paulo é uma cidade que registrou, só entre janeiro e maio de 2018, um aumento de 29% de casos de racismo e injúria racial em comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo informações do Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulher, as mulheres negras, por exemplo, são as maiores vítimas da violência doméstica, com um dado de 58,68%.

Sabendo desta realidade brasileira, o AdoteUmCara reafirma o seu compromisso pela luta contra preconceito dentro da sua plataforma. Ele conta com uma equipe especializada e de pronto atendimento que mantém o ambiente seguro. Assim, o aplicativo consegue garantir um espaço acolhedor, principalmente para as mulheres negras, para que elas possam encontrar o parceiro ideal sem medo e sem sofrer preconceito.

O app também tem um canal especial para reclamações, onde as usuárias podem reportar casos de racismo, preconceito e abuso. "Esse é um tema muito delicado e sabemos que é imprescindível mantermos esses canais de combate a esse tipo de preconceito que, definitivamente, não combinam com amor", afirma Karolina Cicarelli, do AdoteUmCara Brasil.

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