Ana Paula Maia, Aline Bei e Cristina Judar conquistam Prêmio São Paulo de Literatura

Autor: Amauri Terto Data da postagem: 17:00 08/11/2018 Visualizacões: 306
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Autoras receberão valores que variam entre R$ 100 mil a R$ 200 mil / Foto: Reprodução - Prêmio São Paulo de Literatura

Escritoras venceram nas três categorias da premiação em feito inédito.

Ana Paula Maia, Cristina Judar e Aline Bei foram as grandes vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura, anunciado nesta segunda-feira (5), na Biblioteca do Parque Villa-Lobos, na zona oeste da capital paulista. Esta foi a primeira vez desde a criação do prêmio em 2013, que três mulheres são agraciadas nas três categorias da premiação.

Assim na Terra como Embaixo da Terra / Foto: Divulgação

A carioca Ana Paula Maia levou o prêmio principal e o valor de R$ 200 mil pelo livro Assim na Terra como Embaixo da Terra, publicado pela editora Record. A obra é ambientada em uma colônia penal que torna um campo de extermínio. A trama tem inspiração no conto Na Colônia Penal, de Franz Kafka (1883-1924).

De acordo com a Folha de S. Paulo, o júri destacou que o romance "propõe uma poderosa metáfora para situações vividas no momento atual e faz uma provocação para que se olhe de forma questionadora para o nosso passado enterrado em tantas 'Colônias' esquecidas".

O Peso do Pássaro Morto / Foto: Divulgação

Já paulistana Aline Bei, de 31 anos, ganhou na categoria Melhor Romance de Autor com Menos de 40 anos. Seu livro de estreia, O Peso do Pássaro Morto, publicado pela editora Nós, acompanha a vida de uma mulher dos 8 aos 52 anos.

Oite do Sete / Foto: Divulgação

Cristina Judar, de 47 anos, ganhou na categoria voltada para autores com mais de 40 anos também por um romance de estreia. Lançado pela editora Reformatório, Oito do Sete é narrado por diferentes vozes: um anjo, uma cidade e duas amantes. A obra da jornalista paulistana também concorre ao Prêmio Jabuti. Cristina e Aline ganharão R$ 100 mil cada uma.

O Prêmio São Paulo é concedido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. O júri final deste ano foi composto pelo editor Jiro Takahasi; Ubiratan Brasil, editor do Caderno 2 do Jornal O Estado de S. Paulo; Julián Fuks, escritor. Moacir Amâncio, professor da USP; e Neide de Almeida, socióloga e consultora em literatura e leitura.

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