'Baile Afro' celebra a importância e o respeito à cultura negra

Autor: João Gomes Data da postagem: 17:00 26/10/2018 Visualizacões: 4191
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O evento acontece a partir das 19h desta quinta-feira (25) e a entrada custa R$7 / Foto: Divulgação - Reprodução - Em Tempo

Usando a arte como ferramenta política, o evento busca conscientizar e informar sobre o entendimento e respeito à cultura afro-brasileira

Símbolo de resistência e posicionamento político, a arte vem usando seu espaço de fala há séculos para se posicionar sobre seus ideais, por meio das mais diversas formas de diálogo. É com a proposta de reafirmar o valor da cultura negra no entendimento da construção social, que acontece nesta quinta-feira (25) o baile “dAFROdite _ Tambores reUNIDOS para reverberAR AXÉ”.

A festa é realizada no Espaço Cultural Curupira Mãe do Mato, na avenida Sete de Setembro, nº 1710, Centro. O evento acontece a partir das 19h e a entrada custa R$7. O projeto dAFROdite _ Tambores reUNIDOS para reverberAR AXÉ é a união de 4 artistas negros: Alárìnjó d'Omin, Kerolayne kemblin, Marcelo Balaclavo e Keila Serruya. De acordo com o grupo de produtores, a reunião artística acontece com o intuito de emanar luz, axé e conhecimento.

Keila Serruya explica que o evento é um ação cultural negra que acontece para que todos entendam que a troca cotidiana de arte e cultura é essencial.

“O espaço será utilizado para elucidar nosso público sobre a necessidade de entender mais sobre a história, de sentir mais a música que sai do tambor e de fortalecer nossa narrativa afro brasileira, por tempos apagada”, explicou a produtora.

Programação

A programação se divide com apresentações artísticas de Alárìnjó d'Omin que é carioca, negra, multi-artista nômade e ativista, além da participação de Kerolayne kemblin, amazônida, negra, militante, feminista, artista visual e afroempreendedora. Essa dupla trará ao público muitos batuques, danças, mandingas, afoxés e outros axés.

O baile também conta com a presença do Dj Balaclavo, que é designer gráfico, produtor e Dj, que vem com um set dançante com muita música negra, além da artista Keila Serruya que é realizadora audiovisual, artista visual e produtora, que há tempos entende e age percebendo sua arte como ferramenta política de luta por seus ideais políticos sociais.

Keila promete levar ao baile sua nova obra "Ancestralidade de Terra & Planta", que é uma instalação audiovisual performática que evoca o poder das plantas e da terra a memória.

A festa oferece a possibilidade do ritual, de palavra, persistência do segredo nos ritmos, cantos, danças e quitutes.

"Apesar dos pesares, fardos que levamos nas costas, seguimos a batucar nossas verdades, decidimos não nos calar e usar a arte como instrumento de vitória" declarou a carioca Alárìnjó d'Omin.

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