1º festival Melanina chega com programação especial

Autor: Tarcila Rezende Data da postagem: 14:00 19/10/2018 Visualizacões: 3000
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O rapper Emicida afirma que a festa Melanina tem uma história muito bonita / Foto: Yasuyoshi Chiba - AFP - Reprodução - Correio Braziliense

Festival reúne o melhor da música black e nomes de peso como Emicida, Rael, Xenia França, Black Alien, Karol Conka, GOG e Ellen Oléria

Ao reunir o melhor da música black do país e valorizar a cultura negra em Brasília, a festa Melanina chega com tudo ao anunciar que o próximo evento será um festival. Em uma programação especial, o 1° Festival Melanina começa amanhã e segue no sábado, no Estádio Nacional Mane Garrincha.

Amanhã o festival traz nomes de peso da cena festiva da cidade, como o DJ Hugo Drop, a DJ Janna e o coletivo Heavy Baile. Já no sábado, será o dia das apresentações como a do Emicida, em show especial com Karol Conka; os rappers Rael e Black Alien, que irão se apresentar juntos; a cantora Xenia França, e também entra para o time de convidados os brasilienses GOG e Ellen Oléria.

O rapper Emicida afirma que a festa Melanina tem uma história muito bonita e importante, não somente no DF, mas para a toda a cultura brasileira contemporânea. "Ela inspira bastante gente ao redor do país que acompanha as postagens dos artistas que participam da festa e compartilham a experiência através de suas mídias. Então, eu me sinto honrado de fazer parte dessa celebração", comenta.

Emicida, que adora vir a Brasília e tem muitos amigos por aqui, almeja que o evento seja um sucesso. "É um ambiente inspirador, com pessoas criativas e mentes pensantes, cantando e dançando sobre beleza e liberdade. Eu espero que o festival cresça cada vez mais, alcance mais patrocinadores, mais fãs e assim expanda essa energia por mais lugares ainda", pontua.

Rapper Rael: oportunidade de falar sobre muitas coisas que precisam mudar / Foto: Rafael Kent - Divulgação

Claramente feliz por compartilhar o palco com o ex-Planet Hemp Black Alien, o rapper Rael conta que fala para todo mundo como o admira. "A participação dele é o plus! Sou fã assumidamente dele, é sempre bom tê-lo por perto. Eu me sinto muito honrado de dividir essa energia com ele e é uma coisa que só acrescenta no show", disse.

Rael garante que o público pode esperar um show pra cima e com muita energia. Os hits EnvolvidãoRouxinol e Ser Feliz estarão presentes no setlist. "A gente vai mandar uma letra, falar das coisas que a gente acha que tem que mudar, lutando contra o racismo e qualquer tipo de preconceito, mas também falando de muito amor, claro", revela o rapper.

Em agosto, a cantora Xênia França se apresentou por aqui no Festival CoMA e pôde ver seu trabalho reconhecido pela população brasiliense. "Eu gosto muito de tocar em Brasília, não sabia que havia tantas pessoas que curtiam meu trabalho aí. É um lugar especial, com uma galera nova e atenta, que está a fim de ouvir outras coisas", comenta.

Emicida, que irá apresentar um show especial com a rapper Karol Conka, afirma estar ansioso pelo momento, já que faz quase um ano que eles não sobem ao palco juntos. Conka participou da canção Todos os olhos em nóiz, no álbum ao vivo recém-lançado de Emicida, 10 anos de Triunfo. "Karol é uma irmã de anos, sempre fico feliz de poder me apresentar com ela. Ela traz uma energia que chamo de 'felicidade sem culpa'", ressalta.

Elen Oléria é uma das atrações brasilienses do festival / Foto: Diego Bresani - Divulgação

Representatividade

É unânime o sentimento de alegria dos artistas de participarem de um evento que celebra a cultura negra. Na estrada para divulgar a turnê do seu disco Xênia, a cantora falou sobre o racismo no país e que eventos como o Melanina naturalmente comecem a surgir como uma forma de valorizar os negros. "Eu sou meu próprio movimento e minha música é meu próprio discurso. Sou mulher preta e nordestina, fazer o que eu faço já é uma grande luta, é uma honra poder observar essa mudança positiva no meu país. Mas o Brasil ainda não tem vergonha de ter sido uma nação escravocrata e sem memória. Então ainda há muito o que falar", disserta.

Rael explica que participar do Festival Melanina "é um modo de contar a nossa história". Para ele, é uma forma maravilhosa de expressar como que é ser negro nos dias de hoje. "É trazer autoestima pro negro, mostrar que a gente pode conquistar qualquer lugar na sociedade", comenta.

Já Emicida afirma que o festival com essa proporção é uma construção e solidificação de um sonho. "Num Brasil de tantos abismos e onde a importância da contribuição negra ainda é questionada, estarmos juntos é importante, as possibilidades infinitas que nascem dessa proximidade deságuam em coisas incríveis", disse.

Durante os dois dias do evento haverá exibição de filmes, palestras e workshops sobre música, arte, moda, dança, empreendedorismo e cultura negra. Essa parte especial do festival será realizada durante o dia, com entrada gratuita. Já os shows ocorrem na parte da noite, com ingressos a partir de R$10.

A programação do festival reúne ainda uma competição de dança urbana – Melanina Dance Crew — com a participação de bailarinos profissionais de Brasília e de outros estados.

Programação

Amanhã, das 22h às 05h
• Heavy Baile
• DJ Janna
• DJ Donna
• DJ Umiranda
• DJ Hugo Drop
• Competição de dança com Melanina Dance Crew
• Desfile de Moda
 
Sábado, das 18h às 06h
 
• Emicida + Part. especial Karol Conka
• Rael . Part. Black Alien
• GOG Parti. Ellen Oléria e Rebeca Realeza
• Xenia França
• Dj A
• Savana
• Ketlen Dias
• Selecta Kbc
 
1º Festival Melanina
 
No Estádio Nacional Mane Garrincha. Amanhã e sábado. Ingressos a R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20 (inteira). Não recomendado para menores de 18 anos.
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