Ocupação Cultural Jeholu nasce para ´curar feridas do racismo`

Autor: Denise Mota Data da postagem: 14:00 08/08/2018 Visualizacões: 542
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Integrantes da Ocupação Cultural Jeholu, que abre suas portas nesta terça-feira / Foto: Bruno Nascimento - Reprodução - Preta, preto, pretinhos

Pensar coletivamente a identidade negra, seu protagonismo e promover o diálogo entre tradição e novos desafios a partir do olhar das comunidades de terreiro é o pilar de onde surgem as muitas linguagens que compõem a Ocupação Cultural Jeholu, iniciativa que nasce nesta terça-feira, 7.8, em São Paulo.

Arte e reflexão em suas mais diversas formas (música, teatro, cinema, debates, fotografia, entrevistas ao vivo) reunirão produtores de saberes variados em busca da expressão de “pensares como ato curativo das feridas causadas pelo racismo”, define Felipe Brito, idealizador da iniciativa.

“Entre vozes e tambores, temos como missão ir em frente, com visão ancestral. Se o racismo é uma doença social, nossa proposta é o tocar das almas que são alcançadas pela cultura. Entre abraços, rodas de conversa e sobretudo escuta, vamos nos permitir eclodir como as pipocas, tornando-se flores, as pérolas de Obaluaiê”, detalha Felipe, ativista cultural, jornalista e cantor lírico.

O ativista, jornalista e cantor lírico Felipe Brito / Foto: Bruno Nascimento

Daí o nome da ocupação, “Jeholu”: “É o senhor das pérolas, título que Obaluaiê (Sapatá) carrega, representando sua riqueza e poder”, explica o jornalista, iniciado em Obaluaiê há 20 anos “por Mãe Juju de Oxum”, como ressalta.

O ciclo, gratuito, acontecerá todas as terças-feiras, com temáticas e atrações variadas, na Cia. Pessoal do Faroeste, que trabalha em parceria com a Ocupação. Nesta terça de inauguração, a atividade tem início com uma roda de samba e com uma encenação sobre os objetivos e o porquê do projeto.

“Todo esse olhar parte de uma linguagem de terreiro, então vamos sempre procurar inserir em todos os contextos elementos que tragam a essência do terreiro”, explica Felipe. “É o pensar e o produzir arte a partir do terreiro, prezando sempre o protagonismo negro.”

Ocupação Cultural Jeholu

Amanhã, terça-feira, 7.8, às 19h; e todas as terças-feiras (veja a programação de agosto em https://www.facebook.com/events/2164157323852931/)

Onde: Pessoal do Faroeste (Rua do Triunfo, 301/305, São Paulo)

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