Nova coleção da Katuka Africanidades tem afeto e poesia preta!

Autor: Redação Correio Nagô Data da postagem: 15:30 06/12/2017 Visualizacões: 664
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Nova coleção da Katuka Africanidades tem afeto e poesia preta! / Foto: Reprodução - Correio Nagô

Na última sexta-feira, a Katuka Africanidades lançou a coleção “De amor e dengo”, inspirada no livro “Canções de Amor e Dengo” da escritora Cidinha da Silva.

Para Renato Carneiro, designer e sócio da marca, esta coleção foi um momento de respiro na produção dele na Katuka que sempre vinha acompanhada da dureza na afirmação política através da estética, “até a forma das peças tinha muito dessa dureza, cortes mais angulosos e recortes mais duros”, avaliou.

A poesia da nova coleção está desenhada de forma subjetiva, os textos não estão em todas as peças e os mais atentos perceberão os pássaros nas ilustrações de Lumena Adad, que recebeu uma nova leitura pelo designer gráfico Bruno da Costa.

“Há a possibilidade do amor entre nós, nas mais diversas formas que ele pode se expressar. Por isso muitas imagens apresentam pássaros e flores, principalmente o Beija-Flor e o esforço tremendo que ele faz para o encontro constante com a docilidade das flores”, explica Renato.

Cidinha da Silva revelou que construção do projeto eles pensaram  “o corpo negro como uma episteme, ou seja, uma forma de interpretar o mundo, uma narrativa e a roupa é uma extensão disso”.

“A roupa, ao mesmo tempo

que ela cobre e nos protege,

ela nos revela e

ter a minha literatura contribuindo

para a revelação desses corpos

é uma coisa muito legal”

Cidinha da Silva

Visualmente a roupa é uma das primeiras leituras feitas. A estética fala muito sobre as pessoas e, para o povo negro, é também uma afirmação política possível. As referências do designer estão voltadas para a experiência diaspórica negra e, segundo ele, são como um mosaico no seu processo criativo, com recortes da literatura, da culinária, da estética etc.

“A gente está no processo constante de construção de novas referências e de referências próprias”, finaliza Renato.

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