25 de julho celebra o feminismo da mulher negra

Autor: Flávio Carrança Data da postagem: 08:00 25/07/2014 Visualizacões: 1232
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Faz 22 anos que nessa data é comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha..

Criada para celebrar e estimular a reflexão sobre o papel das mulheres negras nesses continentes,a data foi estabelecida em julho de 1992 por representantes de 70 países, que participaram do 1º Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, em Santo Domingo, na República Dominicana."O 25 de julho é uma data que deve ganhar ainda mais visibilidade, pois reposiciona a agenda das mulheres negras brasileiras, latino-americanas e caribenhas, pondo em relevo as dimensões racial e de gênero para a transposição das desigualdades que afetam brutalmente um segmento expressivo da sociedade brasileira", diz a jornalista Rosane da Silva Borges, integrante da coordenação de comunicação da Marcha das Mulheres Negras, professora da Universidade Estadual de Londrina -UEL e membro da Cojira/SP (Comissão de Jornalistas pelo Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo).

“Esse dia deve ser lembrado não só pelos movimentos sociais, mas também por toda sociedade brasileira”, diz a jovem Monique Evelle, fundadora da rede Desabafo Social, estudante do Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades na Universidade Federal da Bahia e militante na área de direitos humanos há quatro anos. “O Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, - prossegue Monique - além de ser um dia que simboliza a resistência e luta constante das mulheres negras, é uma data que deve servir de reflexão. Isso significa que é necessário reiterar os problemas enfrentados pelas mulheres negras, construindo estratégias de enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais.”

“O 25 de Julho internacionaliza o feminismo negro via aglutinação da resistência das mulheres negras à cidadania nas regiões em que vivem, principalmente as opressões de gênero e étnico-raciais. Desta forma, essa data amplia e fortalece as organizações e identidade das mulheres negras, que vem construindo estratégias para o enfrentamento do racismo e do sexismo.” – escreve Luciane Reis no artigo “Porque reverenciamos o 25 de Julho, dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha?”, publicado em 24/07 no site Blogueiras Negras. “Essa – prossegue a articulista - não é uma data qualquer para nós mulheres negras, ele significa o rompimento com um feminismo que nunca nos contemplou.

Resgata a luta das mulheres negras da diáspora, iniciada ainda na década 70, através das feministas negras em pontos diferentes da diáspora.”

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