'Como cidadã, estou comprometida com a justiça', diz Chimamanda Adichie na Feira de Frankfurt

Autor: Rodrigo Zuleta Data da postagem: 10:00 11/10/2018 Visualizacões: 48
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Chimamanda Ngozi Adichie abriu a Feira do Livro de Frankfurt 2018 / Foto: Arne Dedert - AFP - Reprodução - Estadão

Feira do Livro de Frankfurt, que abre suas portas nesta quarta-feira, 10, aposta na diversidade e na defesa dos direitos humanos; a escritora Chimamanda Ngozi Adichie foi convidada para uma participação especial nesta terça, 9

A Feira do Livro de Frankfurt, a maior do mundo no setor e que começa nesta quarta-feira, 10,  apostará este ano na diversidade e na defesa dos direitos humanos, para os quais lançou uma campanha especial com o apoio da ONU.

E a conferência de imprensa de abertura foi marcada por dois temas, tanto na apresentação do presidente da Associação Alemã de Livreiros, Heinrich Riethmüller, e do diretor Fair Juergen Boos, como com a presença da escritora nigeriana Chimananda Ngozi Adichie como convidada especial.

Riethmüller começou referindo-se a uma conferência de Chimamanda de 2009, O perigo da história única, e afirmou que esse título aponta para um dos principais desafios da atualidade. “Ela nos mostra uma tática usada para discriminar os outros na qual tentam descrevê-los com uma única história ou em generalizações, como quando se diz que todos os africanos são pobres ou todos os muçulmanos são violentos”, afirmou Riethmüller. “Essas generalizações não ajudam a entender a realidade.”

Já a escritora falou que, apesar de ser conhecida por lutar pelos direitos das mulheres e contra a discriminação racial, não se considera uma ativista. “Venho da Nigéria, onde há ativistas reais que colocam suas vidas em perigo, mas sou escritora e conto histórias.” Mas admitiu que a verdade deve ser contada e se deve combater o que é injusto, embora tenha perdido a ilusão de que essa atitude é sempre recompensada.

“Como escritora, estou comprometida com a arte, como cidadã com a justiça”, disse ela. “Atualmente, existem muitas histórias que nem todos querem ouvir. As histórias das mulheres não são realmente conhecidas, não são vistas como universais.”

*TRADUÇÃO DE CLAUDIA BOZZO

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