Marielle, semente! Mulheres negras eleitas provam que luta da vereadora não foi em vão

Autor: Redação Hypeness Data da postagem: 17:02 08/10/2018 Visualizacões: 551
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Tributo à Marielle Franco, feito por Daniel Arrhakis / Foto: Daniel Arrhakis - Flickr - Reprodução - Revista Galileu

Se tem uma notícia boa em meio ao caos das eleições de 2018, ela mora na conquista de mulheres negras.

Apesar da eleição de deputados defensores do porte de armas, da redução da maioridade penal e com histórico de posturas machistas, representantes do povo preto nas esferas estaduais e federais acendem um fio esperança nos corações dos que acreditam em um futuro melhor para o Brasil.

Isso mostra que a luta de Marielle Franco: mulher negra e a quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro, não foi em vão. Marielle foi assassinada há mais de 200 dias e até hoje não se sabe quem foi o responsável. A ineficiência do Estado é enorme, mas isso não impede que a sementes plantadas por Marielle germinem e deem frutos.

A luta de Marielle Franco não foi em vão

Em São Paulo, Erica Malunguinho se tornou a primeira mulher trans a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa paulista. Antes mesmo de assumir o cargo, a agitadora cultural se tornou um símbolo da luta pela diversidade. Malunguinho é administradora do quilombo negro Aparelha Luzia.

Vamos para o Rio de Janeiro, terra de Marielle Franco. Lá, Talíria Petrone, vereadora com trabalho destacado em Niterói, vai representar mulheres negras no Congresso Nacional. A professora, militante dos direitos LGBT, foi eleita a nona deputada federal mais votada no Rio.

Dando um pulo em Minas Gerais, a notícia de que Áurea Carolina vai ser outra voz combativa em Brasília, enche de orgulho. A socióloga foi a mulher com o maior número de votos entre candidatos mineiros.

Bôra Bahia, minha porra! No estado mais negro da nação, Olívia Santana fez história ao se tornar a primeira mulher negra eleita deputada estadual. A pedagoga formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi vereadora durante 10 anos em Salvador. Santana recebeu  mais de 55 mil votos.

Erika Hilton, mulher negra formada em gerontologia pela Universidade Federal de São Carlos, foi eleita como membra da bancada ativista do PSOL em São Paulo. Ao lado de nove pessoas, ela vai fiscalizar e propor novos rumos para a política paulista, especialmente contra o preconceito de gênero.

Leci Brandão é carioca, mas adotou São Paulo. A sambista está novamente garantida como deputada estadual. Com trabalho reconhecido em prol das mulheres negras e em especial de defesa do povo de Candomblé, Lec é filiada ao PCdoB.

Benedita da Silva chegou  ser agredida por simpatizantes de Jair Bolsonaro durante a campanha, mas foi eleita. A ex-governadora do Rio de Janeiro segue em Brasília com deputada federal, reforçando a representatividade de mulheres negras.

A notícia mais bonita fica para o final. Renata Souza e Mônica Francisco, ex-chefe de gabinete e assessora de Marielle Franco, respectivamente, se elegeram deputadas estaduais no Rio de Janeiro.

Agora, o Congresso Nacional vai ter 74 mulheres entre os 513 parlamentares eleitos. Em 2014, eram apenas 51. Os números ainda são baixos, mas a presença de mulheres negra nos âmbitos federais e estaduais, reafirmam o compromisso da luta de Marielle Franco.

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