No Brasil, mulheres com ensino superior ganham 35% a menos, aponta pesquisa

Autor: Redação Hypeness Data da postagem: 15:00 12/09/2018 Visualizacões: 477
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Mesmo mais qualificadas, mulheres não conseguem romper barreiras impostas pelo machismo / Foto: Fotos Públicas - Reprodução - Hypeness

As mulheres seguem ganhando espaço no campo acadêmico e o número de profissionais diplomadas não para de subir. De acordo com a OCDE, já são maioria nas universidades dos 36 países membros da organização. O Brasil não é um deles.

Mesmo com o salto qualitativo, as mulheres seguem encontrando dificuldades de competir com os homens no mercado de trabalho. O estudo Panorama da Educação 2018mostrou que em 2017, 50% das mulheres entre 25 e 34 anos tinham diploma universitário, contra 38% dos homens.

Porém, quando a análise se volta para o mercado de trabalho, a OCDE estima que 80% delas estejam empregadas, enquanto entre os homens o percentual é de quase 90%. Outro ponto que merece atenção é a disparidade de salário. Mulheres ganham, em média, 26% menos.

No cenário brasileiro, 20% das mulheres na mesma faixa etária conquistaram o diploma de ensino superior ano passado. Entre os homens o percentual é de 14%. A semelhança com os países membros da OCDE se dá nos obstáculos para conseguir emprego. Apenas 83% das diplomadas estavam trabalhando. No lado dos homens, o percentual de 91% é mais alto do que entre as 36 nações. Na âmbito financeiro, profissionais do sexo feminino recebem 35% menos.

Em busca de respostas, a Organização Mundial do Trabalho produziu um relatório apontando que as mulheres encontram mais dificuldades, pois além de trabalharem fora, precisam cuidar da casa e da família. Isso se reflete na baixa participação feminina no mercado.

A comparação com os homens evidencia o tamanho do desafio. Apenas 48,5% das mulheres com mais de 15 anos participam do mercado de trabalho, ao passo que entre os homens a taxa é de 75%.  A desigualdade se intensifica em países do Norte da África e Estados Árabes, isso se dá, de acordo com a OIT, em função de costumes culturais excludentes e que priorizam a figura masculina.

Para a Organização Mundial do Trabalho, a instauração de políticas públicas de combate ao machismo são decisivas para a melhora do panorama. Nesse sentido, leis que inibem a exclusão de mulheres grávidas do mercado de trabalho, por exemplo, são indispensáveis.

Infelizmente, estas políticas ainda são vistas com mais frequência nos chamados países desenvolvidos. Nas regiões que batalham pelo acesso igualitário, a diferença na taxa de participação no mercado de trabalho caiu 15%.

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