Com oficialização de candidatura Conceição Evaristo pode ser primeira mulher negra na ABL

Autor: Redação Hypeness Data da postagem: 17:00 22/06/2018 Visualizacões: 5277
Curta a nóticia:
Curta o CEERT:
A escritora Conceição Evaristo na Flip 2017 / Foto: Zanone Fraissat - Folhapress - Reprodução - Folha de S. Paulo

A escritora Conceição Evaristo pode fazer história ao se tornar a primeira mulher negradona de uma cadeira na Academia Brasileira de Letras em 130 anos. Radicada no Rio de Janeiro há décadas, Evaristo é mineira de Belo Horizonte e atualmente se coloca como um dos principais nomes da literatura do Brasil.

Isso se comprova pela intensa agenda de compromissos. Só em 2017 ela foi tema de uma ocupação no Itaú Cultural de São Paulo e também a grande homenageada da Flipelô, em Salvador.

Após uma intensa campanha dentro e fora das redes sociais com a participação de nomes como a jornalista Flávia Oliveira, a mestra em Literatura Brasileira e doutora em Literatura Comparada pela PUC-Rio, apresentou uma carta oficializando sua candidatura à ABL. “Eu quero entrar porque é um lugar nosso, porque temos direito”, se manifestou a escritora autora do romance Olhos d’Água, vencedor do Prêmio Jabuti.

É dever da ABL ceder o espaço de direito de Conceição Evaristo

O aceite de Conceição é fruto também da petição online criada pela professora de Literatura da Universidade Federal Bahia, Denise Carrascosa, que conta com mais de 20 mil assinaturas.

“A escritora mineira Conceição Evaristo reescreve a história do Brasil a partir do ponto de vista de quem a vivencia, desde a chegada forçada de seus ancestrais, a partir de todas as suas trágicas e cotidianas impossibilidades”, ressalta a educadora baiana.

Apesar de ter sido pensada por Machado de Assis, um dos grandes nomes contrários ao sistema escravocrata do Brasil, a Academia Brasileira de Letras não contempla a diversidade e tampouco a presença negra brasileira. O exercício do direito de Conceição Evaristo de ter um assento nesta instituição tão representativa (em todos os sentidos) é fundamental para a valorização da produção literária negra.

Curta a nóticia:
Curta o CEERT: