Bibliotecária cria livraria especializada em autoras negras

Autor: Jéssica Balbino Data da postagem: 19:00 13/09/2017 Visualizacões: 147
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Ketty Valêncio é a mulher empreendedora por trás da Livraria Africanidades / Foto: Lucas Hirai - Divulgação - Catraca Livre

Ketty Valêncio é a empreendedora da Livraria Africanidades, com loja virtual e itinerante

Para ampliar o acesso à literatura feita por mulheres negras, a empreendedora Ketty Valencio, de 34 anos, criou a Livraria Africanidades e lança, neste mês de setembro, um novo site, com acesso facilitado, livros com frete grátis, promoções e sorteios que vão além de marketing ou mercado: passam pelo ativismo político.

O site permite a compra virtual e também o pagamento parcelado e traz títulos que dificilmente são encontrados nos grandes magazines ou livrarias online. Fazendo, mais uma vez um recorte que preza pela inclusão de autores independentes, pouco conhecidos e/ou acessados.

Livraria Africanidades dispõe de acervo negro e feminino / Foto: Ketty Valêncio

A livraria possui estantes como feminismo, ficção, não ficção, poesia, religião, nacionais, ciências sociais, entre outras, mas tudo voltado à cultura negra. Um breve passeio pela loja online e é possível encontrar livros de autoras como Alice Walker, Angela Davis, Jarid Arraes, Maria Firmino, Noémia de Sousa, entre outras. Ao todo, quase 80 títulos diferentes estão disponíveis para compra.

Além do site, Ketty também percorre eventos e festivais literários, evidenciando o formato que se propõe a ser acessível e viável.

Formada em biblioteconomia, Ketty é também pesquisadora, pós-graduada em gênero e diversidade sexual na Unifesp e MBA-Bens Culturais: Cultura, Gestão e Economia na FGV e após sete anos trabalhando em bibliotecas, investiu no próprio negócio e conta com um viés inédito: o protagonismo das mulheres negras na literatura mundial.

“A ideia de criar a livraria veio da minha própria história de vida. Sentia uma angústia por ser uma mulher negra. Esta angústia foi motivada pela ausência de representatividade negra em todos os espaços de saberes que circulei. Isso sem comentar a diminuição de pessoas afrodescendentes como estudantes no decorrer do tempo", explica a empreendedora. "Na escola não aprendemos a literatura negra de homens ou mulheres. Na faculdade também não. E a literatura reporta ainda mais a realidade que não aprendemos e colocamos a menina como protagonista da própria história ao ser uma criadora.”

Sobre a empreendedora

Ketty Valêncio é de família negra, vive na zona Norte de São Paulo, é formada em biblioteconomia, pós-graduada, foi membro do Coletivo de Mulheres Matilde Magrassi de Guarulhos, realiza um cineclube feminista e uma roda de conversa também em Guarulhos. Em 2014, foi uma das editoras da revista Mulheres de Palavra, com a participação de várias protagonistas do movimento hip-hop.

Serviço: 

Acesse: www.livrariafricanidades.com.br

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