Pela Vida e Saúde das Mulheres Negras

Autor: Redação Criola Data da postagem: 10:00 19/06/2017 Visualizacões: 379
Curta a nóticia:
Curta o CEERT:
Pela Vida e Saúde das Mulheres Negras / Foto: Criola - (foi editada) - http://mkt.criola.org.br/vl/d-405-84e9f0-d0423a7cbd9f715615773977a550eae4iFbeWTae40c35-7-9-

Criola lança no Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, 28 de maio, uma campanha de sensibilização sobre o tema. A ação enfatiza os direitos da mulher à vida e à saúde, com ênfase na saúde sexual e reprodutiva, sem racismo ou qualquer outra forma de discriminação, através de um relatório e um conjunto de postais, que serão divulgados nas redes sociais.

Os postais foram elaborados a partir das recomendações que a ONU fez ao Brasil para reduzir a mortalidade materna depois da morte de Alyne Pimentel - jovem, negra, grávida, moradora de Belford Roxo (Baixada Fluminense/RJ). De fato, o Brasil conseguiu uma redução. No entanto, os esforços foram insuficientes para alterar o panorama da mortalidade materna em Belford Roxo.

Atualmente, esse município apresenta índice de mortalidade materna de 91,4 casos a cada 100 mil nascimentos. Para efeitos comparativos, o Brasil tem 62 casos para 100 mil nascidos. Mas a meta estabelecida pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ONU) era de 35 mortes por 100 mil.

Enquanto o relatório aponta a gravidade da situação em Belford Roxo, identificando, através dos índices do Ministério da Saúde, quem são essas mulheres e o que as leva a óbito, as peças projetam a mulher negra como conhecedora de seus direitos e sobre a importância deles para mudar esse panorama. 

As peças também destacam informações sobre os mais diferentes direitos relacionados à saúde da mulher de forma ampla: à vida, à saúde sexual, à saúde reprodutiva, à gravidez, parto e pós-parto seguros, sadios, humanizados e livres de racismo ou qualquer outra forma de discriminação.

O material, desenvolvido com apoio do UNFPA, será publicado nas nas redes sociais, em especial Facebook, Twitter e Instagram. De maio a julho, os onze cartazes também serão veiculados no site de Criola e da Plataforma Alyne - Em defesa das Mulheres Negras. A expectativa é que a campanha sensibilize e mobilize a sociedade para reduzir a mortalidade materna com garantia e acesso a direitos.

No dia 27 de maio de 2017, Criola perdeu sua presidente de honra e uma de suas principais incentivadoras e fortalecedoras, Mãe Beata de Yemonjá.

Essa campanha rende homenagem a ela, que tanto lutou pela vida e a saúde das mulheres negras.

 

Curta a nóticia:
Curta o CEERT: