Após dois meses sem aula, alunos da UFRJ terão reposição a partir de segunda

Autor: Flávia Villela, da Agência Brasil Data da postagem: 14:00 13/09/2015 Visualizacões: 679
Curta a nóticia:
Curta o CEERT:
Cada curso deverá avaliar internamente quantos dias serão necessários para finalizar o primeiro semestre (Cecília Bastos/Jornal da USP)
Greve dos professores da instituição, que durou quase 60 dias, terminou no fim de agosto, mas os funcionários das áreas técnica e administrativa continuam em greve

Rio de Janeiro – A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) iniciará a reposição de conteúdos do primeiro semestre letivo deste ano na segunda-feira (14). Algumas faculdades poderão estender até 17 de outubro o prazo para reposição. Cada curso deverá avaliar internamente quantos dias serão necessários para finalizar o primeiro semestre. A Escola de Educação Infantil e o Colégio de Aplicação já iniciaram a aulas de reposição. No curso de medicina, a data para início do segundo semestre é 28 de setembro. O calendário preliminar aprovado prevê que o segundo semestre irá de 26 de outubro de 2015 a 18 de março do ano que vem.

A greve dos professores da instituição, que durou quase 60 dias, terminou no fim de agosto, mas os funcionários das áreas técnica e administrativa continuam em greve. Eles querem reajuste de 9,5% em 2016 e de 5,5% em 2017, com cláusula de revisão em 2016, caso a previsão de inflação oficial em 2017 ultrapasse 5,5%. A proposta foi apresentada na quinta-feira (10). O governo dará uma resposta na  quarta-feira (16). Uma assembleia geral será marcada para quinta ou sexta-feira da próxima semana, informou o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRJ (Sintufrj), Francisco de Assis. Ele ressaltou que outro motivo da greve é pedir mais verbas no Orçamento para a educação.

“Nossa luta não é apenas por recuperação de inflacionária, mas também por recuperação da universidade, da questão orçamentária. Segundo o próprio reitor, se continuar assim, a universidade terá de fechar as portas”, disse Assis. “A falta de orçamento afeta diretamente o funcionamento da universidade, o atendimento aos estudantes e as condições de trabalho dos docentes e técnicos administrativos”, acrescentou, ao lamentar que os docentes tenham encerrado a greve.

Na Universidade Federal Fluminense (UFF), tanto os professores quanto os funcionários técnicos e administrativos continuam em greve. Os docentes aprovaram uma lista de sete encaminhamentos apresentados pelo comando de greve e marcaram a próxima assembleia para o dia 17 de setembro. Eles defendem o caráter público da universidade e reivindicam melhores condições de trabalho e ensino, garantia da autonomia universitária, reestruturação da carreira e valorização salarial de ativos e aposentados. A principal demanda dos funcionários é o reajuste salarial igual ao defendido pelo Sindufrj, acordado pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra).

Leia Também:

Lei de Cotas nas Universidades completa três anos

Cotas nas Universidades: grupo vai cobrar do MEC solução para alunos negros de mestrado e doutorado

Universidade de São Paulo diz não às cotas raciais

 
Curta a nóticia:
Curta o CEERT: