Estudo aponta que racismo pode estar por trás da negação do aquecimento global nos EUA

Autor: Redação Hypeness Data da postagem: 18:00 08/08/2018 Visualizacões: 1125
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A emissão de gases é o principal motivo para o aquecimento / Foto: Divulgação - Reprodução - Hypeness

Os sinais e provas do aquecimento global e seus efeitos sobre o planeta são de tal forma evidentes que a vasta maioria dos mais importantes cientistas do mundo atestam, comprovam e apontam tal diagnóstico: anualmente a temperatura do planeta vem crescendo, os efeitos de tal processo sobre o planeta são gravíssimos, e tudo isso acontece como resultado da ação humana. Algumas pessoas, no entanto, baseadas em especulações completamente esvaziadas de comprovações científicas, insistem em negar a existência do aquecimento. Uma pesquisa norte-americana sugere que o fator por trás de tal negação entre a população dos EUA pode ser o racismo – em especial contra o ex-presidente Barack Obama.

Cruzando dados de milhares de entrevistas coletadas antes e depois de Donald Trump assumir a presidência dos EUA, Salil Benegal, cientista político da Universidade Depauw, em pesquisa com vasta equipe de especialistas, concluiu que a rejeição aos apontamentos do aquecimento global aumentaram vertiginosamente, indicando um padrão de comportamento “do contra”.

O ex-presidente Barack Obama / Foto: Divulgação

A ideia sugerida pela pesquisa é de que, sendo não só o primeiro presidente negro da história dos EUA mas também o primeiro a aberta e frontalmente combater o aquecimento global, a oposição a tal pensamento seria movida pelo desejo de contrair Obama pura e simplesmente por sua cor de pele.

O atual presidente Donald Trump, que nega o aquecimento global / Foto: Divulgação

Segundo a pesquisa, publicada na revista Environmental Politics, a população branca ficou 18% menos sujeita a perceber a importância do aquecimento global durante a administração Obama. Durante o mesmo período, 57% dos brancos declarados republicanos não acreditavam que o aquecimento global viesse da ação humana, e dentre os brancos republicanos com fortes inclinações racistas, 84% se diziam contrários às provas de tal fenômeno. “Não estou tentando propor que a questão racial seja o fator mais importante ou mais relevante para definir a postura pessoal sobre questões ambientais. Mas é algo significativo, em que deveríamos ficar de olho”, disse Benegal.

Foto: Divulgação

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