Representatividade: Turma da Mônica terá família negra entre os personagens principais

Autor: Duda Buchmann Data da postagem: 15:30 14/07/2017 Visualizacões: 1089
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Reprodução

A Turma da Mônica foi criada em 1959 por Maurício de Souza e a partir de 1970, começou a ser produzida em formato de gibi. E agora, mesmo com um atraso de 60 anos (!), posso comemorar esta novidade. A turminha contará com uma família de personagens negros de cabelos crespos

A informação foi divulgada pela ex-consulesa francesa Alexandra Loras, que luta por empoderamento negro no Brasil.

Minha felicidade foi tanta que quis compartilhar com meus seguidores também, isso contribuiu em um post lindo no blog Um Plus a Mais da Thamires Tancredi sobre representatividade.

Presente em mais de 40 países, como Alemanha, Indonésia e Espanha, a Turma já se atualizou muitas vezes. Hoje existem versões com personagens mais jovens, já virou animação no cinema, seriado, videogame, deu origem a incontáveis brinquedos e até a um parque temático em São Paulo.

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Sempre em expansão e com muito sucesso, participou da infância de pelo menos cinco gerações, inclusive a minha. Me sinto íntima dos personagens, sei que as histórias me ensinaram muito e que meu gosto pela leitura quando mais jovem se deve muito aos gibis do Maurício de Souza.

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Lembro de sempre me identificar com a personagem da Magali, por ser de bem com a vida e, claro, comilona como uma boa taurina que sou. Porém, fisicamente nenhuma das personagem tinha qualquer semelhança comigo. O único personagem negro na Turma da Mônica é Jeremias, secundário e discreto em suas aparições, apesar de ser um dos mais velhos (desde 1960).

 

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Na imagem com os principais personagens, nenhum negro. Créditos: Wikipedia

Abrir uma revista e se ver nela é algo incrivelmente acolhedor. Enxergar semelhantes a nós, principalmente na infância, colabora para nossa formação como ser humano. Aumenta autoestima e empodera – além de mostrar a outras crianças a diversidade de cores. Ainda é fundamental uma história em quadrinhos de tamanho porte representar a sociedade brasileira sendo um pouco mais fiel, até para quem lê fora do território brasileiro possa entender como nosso país é.

A imagem em destaque nessa coluna foi a divulgada por Alexandra, mas na verdade ela fez parte da decoração de uma festa infantil (não é a oficial de Maurício de Souza). Mas é encantadora, não é? Espero que o ilustrador se inspire assim.

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