Blocos afros ganham exposição multimídia na Caixa Cultural

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Foto do Ilê Aiyê no Carnaval de 1976 está na mostra Àse - Poéticas de Empoderamento / Foto: Acervo Ilê Aiyê - Divulgação - Reprodução - Correio 24 Horas

Ínicio: 08:00, Quinta, 01 de Novembro de 2018
Término: 19:00, Domingo, 30 de Dezembro de 2018
Local: Espaço Caixa Cultural Salvador: R. Carlos Gomes, 57 - Centro, Salvador - BA, 40060-330


Fotos, vídeos e documentos estão na mostra que foi aberta nesta quinta-feira (1º)

“Cristal de gelo da ponta do iceberg” é como o diretor de arte Alessandro Vital, 43 anos, define a exposição gratuita e multimídia Àse - Poéticas de Empoderamento, que apresenta a história de seis blocos afros e afoxés, a partir desta quinta-feira (1º), na Caixa Cultural, no Centro. “São seis para falar da beleza de centenas de blocos e afoxés. Não teríamos braço para falar dos 100, mas através desses dá para ter uma noção do que são os blocos afros”, garante Vital, um dos organizadores da mostra.

Composta por vídeos, documentos, objetos, indumentárias e fotografias, a mostra inclui imagens de Mário Cravo Neto (1947- 2009), Pierre Verger (1902-1996) e Marcel Gautherot (1910-1996). Além deles, são expostas imagens do Zumvi – Arquivo Fotógrafico, idealizado pelo fotógrafo baiano Lázaro Roberto, que registra o movimento negro soteropolitano desde os anos 1980.

Fotos de Dona Ivone Lara e Elza Soares na noite da Beleza Negra fazem parte do acervo que também apresenta conteúdo exclusivo, como a série de declamações. Margareth Menezes homenageia o Muzenza, enquanto Lazzo Matumbi celebra o Malê. Já Lázaro Ramos canta para o Ilê, enquanto Gilberto Gil celebra o Gandhy e Ellen Oléria canta para a Didá. “É uma homenagem muito bonita a todos os blocos e afoxés que seguem existindo e que já existiram”, reforça Vital.

Memória

Religião, música, dança, poesia e comportamento são apresentados para o público na mostra que tem produção executiva de Claudia Lima, da Janela do Mundo. Com curadoria dos próprios blocos e afoxés, a exposição é dividida em cinco partes: origens, momento que celebra as raízes, com homenagem ao candomblé; música, que destaca os ritmos e letras; estética; dança; e linha do tempo, que pontua momentos importantes da história de cada um dos blocos.

Como a memória dos blocos afros tem certa base na oralidade, a exposição reúne uma série de entrevistas e depoimentos de especialistas. Entre eles  o escritor Jaime Sodré, a educadora e líder comunitária Macota Valdina, o percussionista Gabi Guedes, o coreógrafo Zebrinha, o maestro Letieres Leite e o cantor Tonho Matéria.

“É uma forma de conhecer a história e as artes desses blocos, as questões estéticas, políticas, sociais que a maioria da população só tem acesso quando vê o espetáculo da Avenida. Mas que é um trabalho que dura o ano inteiro e vai além do Carnaval”, garante Vital.

Serviço

Exposição: Àsè - Poéticas de Empoderamento
Quando: Visitação (a partir de 1/11): de terça a domingo, das 9h às 18h. Até 30 de dezembro.
Onde: Caixa Cultural (Rua Carlos Gomes, 57, Centro)

Entrada gratuita

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